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domingo, 17 de abril de 2011

Funções SOMASE e CONT.SE com múltiplos critérios de pesquisa

Hoje recebi uma planilha com um dashboard bem interessante: gráficos refinados, informações bem estruturadas e apresentadas, vários resumos de informações mais relevantes.

Resolvi fazer uma “engenharia reversa” da estrutura da planilha e, para minha surpresa, existiam muitas colunas, com vários filtros e somas, para simplesmente criar vários critérios de pesquisa numa única planilha! Muito complicado para fazer, mais complicado ainda para uma outra pessoa manter e quase impossível de explicar...

A solução? Utilizar as funções SOMASES e CONT.SES. Isso mesmo, com um baita “S” no final.

Para a função SOMASES vamos imaginar uma tabela que contenha o lucro individual para cada produto de uma empresa, classificando os produtos quanto ao público (Masculino ou Feminino) e a origem (Fabricação própria ou Revenda).


Suponha que desejamos saber qual é soma do lucro dos produtos para o público Feminino E de Fabricação própria. A fórmula ficaria assim, retornando o valor 24:

=SOMASES(D2:D13;B2:B13;"Feminino";C2:C13;"Fabricação própria")

Para saber quantos produtos se enquadram nos mesmos critérios, a fórmula fica assim, retornando o valor 3:

=CONT.SES(B2:B13;"Feminino";C2:C13;"Fabricação própria")

Este é apenas um exemplo básico, mas, as funções permitem usos mais refinados, como a entrega dos critérios de pesquisa como referência a outras células, inclusão de caracteres curinga para pesquisa apenas parte de uma sentença, entre outros. E acima de tudo, muito mais fácil para organizar seus dashboards.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dash o quê?

Dashboard. Nas traduções mais comumente encontradas em português temos “Painel de Controle” ou “Painel de Indicadores”.
Dizem também que são “Indicadores que possibilitam à tomada de decisões”, “Números e estatísticas que permitem controlar e administrar processos e funções”, “Representação gráfica de um conjunto de indicadores organizacionais”.
Eu, definitivamente, não gosto destas definições.
São acadêmicas demais, rebuscadas demais, pomposas demais. Longe demais da realidade.
Dashboards são (ou deveriam ser) contadores de história. E uma boa história deve ser capaz de permitir 1) entender o passado; 2) analisar o presente e; 3) planejar o futuro.
Você não estará confortável diante de um “Painel de Controle” que precisa de um manual de instruções para ser entendido. Portanto, a “história” deve ser contada de forma clara, precisa, fluída. E aí sim, bonita.
Discorda?
Olha este exemplo, que copiei do Chandoo, e tente contar a história por trás do gráfico.

Eu contaria assim:
“Nota-se (passado) que quanto menos tempo gasta-se durante as refeições, maior é a quantidade de pessoas obesas num País. Atualmente (presente) EUA e México lideram as estatísticas. Pode-se deduzir que o fast-food é a causa natural e que a tendência (futuro) mundial é ter mais pessoas obesas a medida que as prioridades diárias são determinadas pelo dia-a-dia das grandes metrópoles”.
Outro exemplo, bastante utilizado, é o que mede a popularidade dos Presidentes americanos, elaborado pelo The Wall Street Journal. A história contada é sobre a popularidade de 11 Presidentes ao longo de quase 60 anos. Num único gráfico.
E você, qual história quer contar?