Não vamos reinventar a roda, certo? Sendo assim, vou responder à esta pergunta com o trabalho do Stephen Few, que analisa cada tipo de gráfico em função do tipo de conteúdo (fonte dos dados).
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domingo, 3 de abril de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Gráficos de barras com preenchimento personalizado (Copas do Mundo)
Os gráficos de barras são ótimos para representar séries quantitativas de dados. São visualmente agradáveis, com boa usabilidade para o usuário final e fáceis de construir. E ainda podem ficar visualmente mais bonitos!
Neste exemplo substituí o preenchimento padrão das barras por uma imagem representando o conteúdo do
gráfico, ou seja, a bandeira de cada País.
Primeiramente criei a tabela com os dados, sem grandes complicações.
Criei um gráfico de barras comum e fiz algumas alterações gerais (ajustei a escala do eixo vertical, retirei os
títulos e legendas, aumentei o espaçamento entre as séries, retirei as linhas de grade).
Cliquei com o botão direito na primeira barra e selecionei a opção Formatar ponto de dados, opção
Preenchimento, opção Preenchimento com imagem ou textura.
Depois selecionei a opção “Inserir de Arquivo” e escolhi a imagem correta (a bandeira do respectivo País
representado por cada uma das barras). Marquei a opção Empilhar e dimensionar com 1 unidades/imagem.
Repeti a operação para cada uma das barras. Veja o original e compare com o final.
É possível fazer o mesmo com outros tipos de gráficos? Sim, totalmente possível. Que tal criar algum e
compartilhar conosco?
p.s.1: Utilizei o MS-Excel 2010, portanto, as opções de menu poderão variar de acordo com a versão
p.s.2: Agradecimentos especiais ao Adriano Estokero pela arte final nas bandeiras
Neste exemplo substituí o preenchimento padrão das barras por uma imagem representando o conteúdo do
gráfico, ou seja, a bandeira de cada País.
Primeiramente criei a tabela com os dados, sem grandes complicações.
Criei um gráfico de barras comum e fiz algumas alterações gerais (ajustei a escala do eixo vertical, retirei os
títulos e legendas, aumentei o espaçamento entre as séries, retirei as linhas de grade).
Cliquei com o botão direito na primeira barra e selecionei a opção Formatar ponto de dados, opção
Preenchimento, opção Preenchimento com imagem ou textura.
Depois selecionei a opção “Inserir de Arquivo” e escolhi a imagem correta (a bandeira do respectivo País
representado por cada uma das barras). Marquei a opção Empilhar e dimensionar com 1 unidades/imagem.
Repeti a operação para cada uma das barras. Veja o original e compare com o final.
É possível fazer o mesmo com outros tipos de gráficos? Sim, totalmente possível. Que tal criar algum e
compartilhar conosco?
p.s.1: Utilizei o MS-Excel 2010, portanto, as opções de menu poderão variar de acordo com a versão
p.s.2: Agradecimentos especiais ao Adriano Estokero pela arte final nas bandeiras
sábado, 5 de março de 2011
Gráficos com legendas dinâmicas (legendas com fórmulas)
Você passa horas tabulando dados, diagramando a estrutura de informação, produzindo gráficos, escolhendo cores e quando termina o seu dashboard se depara com aquela “legendinha” sem graça do Excel?
Eu costumo incrementar as legendas com informações mais claras, precisas e direcionadas ao resultado a ser apresentado.
Na tabela abaixo temos as variações de receita, despesa e lucro de uma determinada empresa na última década.
Um gráfico convencional (padrão do Excel, sem nenhuma adaptação) ficaria assim:
Incluí em duas células, por meio do comando Inserir símbolo, uma seta para cima e outra para baixo. Depois incluí uma outra coluna na tabela, acrescentando a seguinte fórmula (adaptando para cada item da planilha): =SE(C2>B2;$H$1;$I$1)&" Receita em "&TEXTO(C2/B2-1;"0%")
Explicando rapidamente: se a variação é positiva, seta para cima. Caso contrário, seta para baixo. A função texto acrescenta o símbolo de percentual e formata as casas decimais. $H$1 e $I$1 são referências para as células que contêm os símbolos. O caracter & concatena tudo num único texto. O resultado final fica assim:
Quanto ao gráfico, inseri três caixas de texto abaixo de cada item (receita, despesa e lucro). Selecionei a primeira caixa de texto, depois cliquei na barra de fórmulas e apontei como referência a célula que contem a fórmula criada anteriormente. Repeti a operação para os demais itens e o resultado final ficou assim.
Eu costumo incrementar as legendas com informações mais claras, precisas e direcionadas ao resultado a ser apresentado.
Na tabela abaixo temos as variações de receita, despesa e lucro de uma determinada empresa na última década.
Um gráfico convencional (padrão do Excel, sem nenhuma adaptação) ficaria assim:
Incluí em duas células, por meio do comando Inserir símbolo, uma seta para cima e outra para baixo. Depois incluí uma outra coluna na tabela, acrescentando a seguinte fórmula (adaptando para cada item da planilha): =SE(C2>B2;$H$1;$I$1)&" Receita em "&TEXTO(C2/B2-1;"0%")
Explicando rapidamente: se a variação é positiva, seta para cima. Caso contrário, seta para baixo. A função texto acrescenta o símbolo de percentual e formata as casas decimais. $H$1 e $I$1 são referências para as células que contêm os símbolos. O caracter & concatena tudo num único texto. O resultado final fica assim:
Quanto ao gráfico, inseri três caixas de texto abaixo de cada item (receita, despesa e lucro). Selecionei a primeira caixa de texto, depois cliquei na barra de fórmulas e apontei como referência a célula que contem a fórmula criada anteriormente. Repeti a operação para os demais itens e o resultado final ficou assim.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Melhores práticas que funcionam bem comigo
Sendo chato de tanto insistir: a melhor prática é aquela que funciona melhor para você (e seu público-alvo!). De qualquer forma, registro algumas que considero realmente boas, coletadas em diversos sites e também baseadas em minha experiência pessoal.
Escolha-as de acordo com suas necessidades.
· A melhor forma de não destacar coisa alguma num dashboard é destacar tudo de uma vez! Então, seja seletivo naquilo que você realmente quer enfatizar.
· Utilize gráficos que sejam fáceis de entender. Os mais práticos são os de barra e os de linha. Evite gráficos de pizza – são bonitinhos, mas, ordinários.
· Utilize o KISS – Keep it simple, stupid! Retire todos os rótulos de eixos, linhas de grade, bordas, legendas, efeitos de fundo, imagens, sobreposição de gráficos. Agrupe as escalas nos eixos para mostrar a menor quantidade possível de blocos de informação. Adapte as escalas dos eixos para não deixar espaços em branco (e inúteis).
· Aprenda a combinar cores (ou, como eu, contrate um designer gráfico para algumas boas e bem pagas sugestões).
· Não transforme sua planilha num banco de dados ou num sistema de processamento de dados. Ou seja, utilize-a como uma planilha! Parece simples e óbvio, mas, não é. Somente exporte seus dados para o MS-Excel após tratá-los em seus aplicativos de origem – utilize a menor quantidade possível de fórmulas para tratamento de dados. Você evitará muita dor de cabeça fazendo auditoria de fórmulas e consistência de dados.
· Os dados estão tratados? Se sim, utilize extensivamente as funcionalidades de tabela e gráficos dinâmicos. Novamente, poupará muito trabalho com fórmulas e consistência de dados, deixando-o livre para a análise das informações realmente relevantes para o negócio.
· “Teste” seu trabalho em diversos formatos, diferentes resoluções de tela, Preto e Branco, Colorido, diversos equipamentos – iPad, iPhone, retroprojetor, LCD, diversos arquivos – PDF, JPG, GIF, diferentes versões de MS-Excel. Teste, teste, teste.
· Faça o dashboard para o seu público-alvo, não para você. Por mais que sua mãe ache seu dashboard “uma gracinha”, o seu chefe poderá odiar. Então, faça as perguntas certas: o meu público-alvo é mais conservador ou mais arrojado? Gosta da pirotecnia tecnológica ou gosta de relatórios impressos onde podem rabiscar? Estão mais preocupados com a performance passada ou com as tendências de futuro?
· Baseie seus gráficos e tabelas (ou qualquer outra forma de apresentação) em dados confiáveis, relevantes, significativos. Quanto piores forem seus dados, qualitativa e quantitativamente, pior será o seu resultado final. Aprenda a consistir seus dados – eles realmente têm confiabilidade estatística?
· Crie várias planilhas numa única pasta de trabalho, definindo funções claras para cada uma delas. Você poderá criar uma planilha para os dados, outra para os cálculos e uma terceira para a construção do dashboard propriamente dito. Misturar tudo numa única planilha causa muita desorganização e dificulta absurdamente a manutenção e/ou reutilização. Aproveite para documentar o seu trabalho. Se você já programou já deve saber o quanto é desconfortável ter que alterar algum código-fonte sem ter nenhuma documentação na qual se basear.
· Se o seu dashboard será utilizado eletronicamente, permita que os usuários possam interagir com sua interface de navegação. Crie filtros dinâmicos, mecanismos de validação de dados, mensagens explicativas.
· Aprenda a nomear intervalos de células e use-e-abuse deste recurso. Forneça nomes fáceis de entender e lembrar. É muito mais produtivo do que lembrar-se de referências à células específicas ou fazer auditoria de fórmulas.
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